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Dr. Angelo Moreira

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Mitos sobre a Hipnose

1. Hipnose é causada pelo poder do hipnotizador – naturalmente o hipnotizador deve ter o devido conhecimento e a força mental necessária à concentração no momento certo, mas isso não é suficiente, já que para que aconteça a hipnose existe a necessidade de um campo de interação e confiança, denominado "rapport".

 

2. O hipnotizador controla o desejo do paciente – nenhum paciente hipnotizado faz aquilo que não faria acordado, ou seja, ele só é capaz de fazer aquilo que considera inofensivo e, mesmo assim, se desejar.  

 

3. A hipnose é prejudicial à saúde – desde que utilizada por profissionais competentes e bem-intencionados, a hipnose não causa danos, devendo-se, apenas, estar atento para a sua utilização por pessoas inescrupulosas.  

 

4. Pode-se tornar dependente da hipnose – não existe qualquer tipo de dependência na hipnose.  

 

5. A pessoa pode não voltar do transe, ficar presa nele – não é possível ficar preso ao transe. O transe profundo leva ao sono que, como qualquer sono, dura até o momento de acordar, que é natural a cada indivíduo.  

 

6. O sono é a hipnose – a hipnose não é igual ao sono. É um estágio anterior ao sono, quando a pessoa está concentrada, com certo grau de consciência e podendo responder a comandos. É um relaxamento de forma alerta.  

 

7. A pessoa fica inconsciente em transe – normalmente o hipnotizado mantém o seu estado consciente, apenas com a atenção focalizada. Ao aprofundar o transe, pode haver o desligamento da atenção vigilante. Apenas no transe profundo ocorre a amnésia total.  

 

8. Hipnose é terapia – embora a hipnose tenha a facilidade de trazer alívio e paz, o que já serve para curar uma série de angústias e ansiedades, ela é apenas uma ferramenta utilizada nas terapias. A hipnose em si não é uma terapia.  

 

9. Regressão e hipnose – pode ocorrer a regressão quando a pessoa entra em estado hipnótico, mas apenas em alguns casos. Quando o hipnotizado é uma pessoa muito ligada, pensativa, racional e controlada, a regressão é muito difícil de ocorrer, já que essas pessoas dificilmente entram em um transe de médio a profundo, o que é necessário para a regressão.  

 

10. Há perigos para a hipnose? – Ela pode ser realmente perigosa se aplicada indevidamente, ou seja, nas mãos de pessoa inescrupulosa ou sem cautela. Por isso exige a formação correta do profissional, o preparo e a habilitação reconhecidos para lidar com psicoterapia e um bom estudo da mente humana.  

 

11. A hipnose realiza milagres – o que na hipnose pode parecer milagre, nada mais é do que o acesso a novas respostas interiores, em função da junção entre a motivação do paciente e a abertura às riquezas de cada um em seu inconsciente.  

 

12. A hipnose significa inconsciência – ao contrário de ficar inconsciente, o hipnotizado fica atento, prestando atenção a tudo o que o hipnotizador diz.  

 

13. O hipnotizado revela seus segredos – o hipnotizado só fala aquilo que deseja. Ele terá oportunidade de lembrar de coisas há muito esquecidas, o que chamamos de hipermnésia, mas só falará se achar seguro.  

 

14. E se houver a morte do hipnotizador durante o transe? – ao deixar de ouvir a voz do hipnotizador o paciente interrompe o transe induzido ou pode até continuar um pouco, nas desperta em seguida. O transe pode se transformar em sono e, se assim for, o paciente acordará malmente depois de haver descansado um pouco. A Psicopatologia é uma ciência autônoma com diversos conceitos básicos. Estes, por vezes, podem ser confundidos entre si, como “entrevista”, “anamnese”, “exame mental” e outros. Daí a necessidade de um glossário simples e objetivo para um melhor entendimento destes e de outros termos corriqueiramente distorcidos.